
31/05/2012 @ 1:34
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Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós…
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas…
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
— Alberto Caeiro (via subsistir)

31/05/2012 @ 1:31
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Não tenho lá muita paciência para esperar o que virá. Queria ter o roteiro da vida entre os dedos, mas ao mesmo tempo penso: que graça isso teria?
— Clarissa Corrêa. (via subsistir)

30/05/2012 @ 23:03
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Bem – me - quer, mal – me - quer, bem – me - quer, mal – me – quer, bem – me - quer, mal – me - quer, bem – me - quer, mal – me – quer! mal – me – quer? – dessa vez não ta valendo. (arranca outra flor de sei lá o quê) Bem – me - quer, mal – me - quer, bem – me - quer, mal – me – quer, bem – me - quer, mal – me - quer, bem – me - quer, mal – me – quer, bem – me – quer! – Ele me ama – Gritou e suspirou. Sorriu um sorriso daqueles que se dá quando a alma também sorri. Sorriu por dentro e por fora.
— Thaís Beijamim. (via reescrevendo-me)